Da Redação | 27/03/2014, 20h30 - ATUALIZADO EM 09/01/2020

Fonte: Agência Senado

Coube ao deputado Paschoal Ranieri Mazzilli ocupar a Presidência da República em duas ocasiões fundamentais para os desdobramentos da crise que culminou com o Golpe de 64. A primeira ocorreu em agosto de 1961, quando Jânio Quadros renunciou e o vice João Goulart estava em viagem oficial à China. A renúncia acirrou as desconfianças dos militares e da elite empresarial. Sem condições políticas de assumir o governo, Jango teve que se submeter à solução parlamentarista.

Em 2 de abril de 1964, Mazzilli voltou à Presidência da República, logo em seguida ao golpe que derrubou Jango. O breve mandato não passou de um arremedo institucional, já que o poder de fato já era exercido pelo “Comando Supremo da Revolução”, formado pelos três comandantes das Forças Armadas.

Como presidente da Câmara, Mazzilli aceitou o Ato Institucional número 1, que convocou eleições indiretas para a Presidência da República, e a cassação de parlamentares janguistas.

Ranieri Mazzilli elegeu-se deputado pela primeira vez em 1950, pelo PSD. O partido fez parte da coalizão que governou o país nos mandatos de Getúlio Vargas, de Juscelino Kubistchek e do próprio Jango. Com o acirramento da tensão política, os principais nomes do PSD se somaram à UDN e passaram a fazer oposição ferrenha ao presidente. Foi o caso de Mazzilli, que ocupou a Presidência da Câmara entre 1958 e 1965. Com a dissolução dos partidos políticos e a adoção do bipartidarismo, filiou-se ao MDB, que fazia a oposição consentida ao regime militar.

Pelo novo partido, não conseguiu se reeleger. Faleceu em São Paulo, em 1975, aos 65 anos.

Fonte: Agência Senado


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