Infográfico

O arquipélago japonês é formado por 3.400 ilhas, sendo 4 as ilhas principais.

Observe o mapa abaixo:

Conhecendo o Japão

O território do Japão é formado por um arquipélago, situado no extremo leste do continente asiático, banhado pelo Oceano Pacífico.

Abrange cerca de 3 400 ilhas de diferentes tamanhos, que perfazem um total de 377 743 km2. Quatro ilhas do arquipélago se destacam pelo tamanho e pela concentração demográfica, representando por volta de 97% de todo território japonês:

O arquipélago japonês se encontra totalmente nos Hemisférios Norte e Oriental. Está compreendido entre os paralelos 29° e 45° ao norte. Quanto à longitude, está entre 131° e 146° a leste de Greenwich, possuindo, portanto, 12 horas de diferença em relação ao fuso horário de Brasília.

Está separado do continente asiático pelo Estreito da Coreia (200 km) e pelos Mares do Japão, ou do Leste, e da China Meridional.

O arquipélago japonês constitui uma das grandes regiões vulcânicas do globo terrestre, fazendo parte do círculo de fogo do Pacífico, sujeito a terremotos, maremotos e tsunamis.

Possui mais de 150 vulcões, com grande parte em atividade. O mais famoso, e o ponto mais alto, é o Monte Fuji (3 776 m de altitude), que ainda pode entrar em a erupção. É um vulcão dormente, que teve sua última erupção em 1707. Está situado na Ilha de Honshu ou Hondo e é um símbolo para o povo japonês e um cartão postal para os turistas.

Montanhas no interior

A estrutura geológica do território japonês é de origem recente, isto é, data do Período Terciário da Era Cenozoica. Portanto, é muito jovem, caracterizado por elevadas montanhas, com cumes pontiagudos, terremotos e dezenas de vulcões ativos.

A formação geológica recente explica a escassez de minerais metálicos e combustíveis fósseis, tornando o país um grande dependente do mercado externo.

Aproximadamente ¾ da topografia do país é de montanhas. A presença montanhosa no interior, explica a forma como o espaço japonês foi ocupado.

Planícies no litoral

A maior concentração demográfica se dá nas planícies litorâneas, que além de serem geologicamente mais estáveis, estão em contato com o mar, facilitando a comunicação do país com o exterior.

As planícies representam aproximadamente 16% do território japonês, densamente ocupadas pelo processo de urbanização, originando verdadeiros formigueiros humanos, exigindo do país grandes investimentos em infraestrutura urbana.

Nesse pequeno espaço, o Japão se organiza de forma espetacular, integrando o espaço urbano com o econômico, representado pelas indústrias, atividade portuária, agricultura e pecuária.

A Influência do Clima

O Norte do país é caracterizado pelo clima Temperado, onde as baixas temperaturas são acentuadas pela presença da corrente marítima fria, Oya Shivo ou Sivo. Já o sul do país, é caracterizado pelo clima quente, úmido, chuvoso e abafado, influenciado pela corrente marítima quente Kuro Shivo ou Sivo.

O clima determina a distribuição dos produtos agricolas, como trigo ao norte e produtos subtropicais ao sul. A pesca, também é favorecida pelo encontro das correntes quente e fria, cujos alimentos vindos do mar, fazem parte do hábito alimentar japonês.

JAPÃO. AGRICULTURA, PECUÁRIA E PESCA

POPULAÇÃO DO JAPÃO

Após a Segunda Guerra Mundial, o Japão apresentou um rápido crescimento demográfico, explicado pelo retorno dos soldados para casa.

É comprovado também, por estatísticas demográficas, que após períodos de crises o crescimento demográfico acelera naturalmente.

Esse período de explosão demográfica pós Guerra, recebeu a denominação de "Baby Boom".,/h4

Planejamento Familiar

A aproximação dos Estados Unidos, levou o Japão a fazer um Planejamento Familiar,desestimulando a natalidade e, favorecendo e estimulando o uso de métodos anticoncepcionais.

O aborto foi legalizado em 1947 e realizado em clinicas públicas gratuitamente, além das clinicas pagas particulares, alterando a estrutura etária da população.

As consequências do planejamento são notáveis nas estatísticas e na prática. Houve um estreitamento da base da pirâmide etária, consequência da redução da natalidade. Houve um alargamento do corpo e do ápice, explicado pela redução da mortalidade e aumento na expectativa de vida.

A população é predominantemente adulta, com 66% dos habitantes com idade de 15 a 64 anos. Os jovens com menos de 15 anos perfazem 14%, e os idosos, 20%.

O processo de envelhecimento da população tem provocado a ausência de mão de obra para serviços pesados, o que tem trazido para o país contingente de imigrantes, entre ele, brasileiros descendentes de japoneses.

A população japonesa ocupa sobre tudo o espaço geográfico formado pelas planícies litorâneas, no sul e sudeste de Honshu, dando origem as grandes cidades de Tóquio, Osaka, Nagoya e Kyoto, atingindo até 1200 hab./km2. A distribuição demográfica é, portanto, muito irregular.

Envelhecimento e baixo crescimento demográfico atraem imigrantes.

A população do Japão vem aumentando em média apenas 0,2% nos últimos cinco anos, índice mais baixo de crescimento demográfico desde 1920, quando as estatísticas começaram a ser aferidas, segundo o último censo japonês, divulgado em fevereiro de 2011.

Muitos jovens japoneses não têm interesse em formar uma família, já que a considera um obstáculo à sua carreira e à manutenção de seu estilo de vida. Um estudo realizado recentemente mostra que 40% dos japoneses sequer cogitam ter filhos depois de se casarem.

Em 1º de outubro de 2010, o Japão tinha 128,06 milhões de habitantes, indica a pesquisa do governo. A previsão é de que a população japonesa, em constante declive desde 2007, se reduza à metade, para cerca de 60 milhões, até 2100, se o mesmo perfil demográfico continuar.

A expectativa de vida do japonês é de 83,1 anos, com 79,6 para os homens e 86,6 para as mulheres, elevando os custos previdenciários do país.

RELIGIÃO

Há liberdade religiosa para todos os japoneses, porém, as religiões predominantes são o xintoísmo e o budismo, que representam cerca de 84% da população. Os outros 16% constituem outras religiões professadas, entre elas o cristianismo, com menos de 1%.

O xintoísmo não é propriamente uma religião, no sentido exato da palavra, mas um culto que reverencia a ancestralidade. Por isso, grande parte da população segue, ao mesmo tempo, os dois ritos – budismo e xinto

O termo xinto significa o “caminhos dos deuses”. O xintoísmo se constitui de crenças e práticas religiosas de tipo animista. Ao contrário da maior parte dos credos contemporâneos, xintó não possui um fundador específico como livro sagrado, dogmas ou código moral.

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