Guerra civil na Síria
De acordo com a ONU, o conflito já deixou mais de 160 mil pessoas mortas e dois milhões de refugiados.

Leia Mais Sobre o Oriente Médio em: Roteiro de Estudos

Três anos bastaram para que a cidade de Homs tenha deixado de ser um projeto de futura Dubai síria para sofrer com pesadelos por conta de uma guerra que devastou totalmente sua parte antiga.

Mais de 20 meses de assédio militar e de choques entre os rebeldes e o exército deixaram um panorama desolador na parte velha desta cidade: edifícios destruídos, grandes danos em seu antigo mercado e ruas que retratam a fuga de seus habitantes.

A guerra civil na Síria teve início em março de 2011, completando três anos de divergências, conflitos e uma verdadeira Guerra Civil, em março de 2014, conflito que proporcionou mais de dois milhões e quatrocentos mil refugiados, segundo a ONU.

O número de mortos no conflito segundo estimativas, inclusive da ONU passa de 140 mil.mortos. Segundo fontes locais, passa de 160 mil mortos.

As Armas Químicas

A Síria assinou a Convenção de Armas Químicas, que proíbe o uso do armamento, depois de uma ameaça de intervenção internacional. Os EUA e outros países ocidentais, como França, discutiram a possível ação militar após o uso de armas químicas em um ataque em Ghouta, subúrbio de Damasco.

EUA, França e Grã-Bretanha concluíram que o governo de Assad foi o autor do massacre de 21 de agosto de 2013, que deixou 1.429 mortos, sendo 426 crianças.

Após um acordo entre EUA e Rússia, o governo de Assad se comprometeu - para evitar a intervenção internacional - a assinar o tratado e permitir que o arsenal químico sírio fosse destruído.

As reservas sírias de 2-propanol, um produto químico utilizado para a fabricação de gás sarin, foram destruídas, declarou nesta terça-feira (20) a missão encarregada de supervisionar a destruição do arsenal químico do regime.

Em um comunicado, a missão conjunta das Nações Unidas e da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) "confirma a destruição de todas as reservas de álcool isopropílico (2-propanol) sírias".

Relatório das Nações Unidos classifica a guerra síria de "grande tragédia do século 21". "A Síria transformou-se na grande tragédia deste século, uma calamidade em termos humanos com um sofrimento e deslocamento de populações sem precedentes nos últimos anos", afirma António Guterres, do Acnur

Israel bombardeia território sírio

Governo israelense informou que alvos eram centros terroristas.

Ministro da Defesa de Israel diz que Síria cooperava com terroristas.

Os ataques a alvos selecionados foram uma resposta às explosões que atingiram as montanhas de Golán na terça (18/03/14), ferindo quatro soldados israelenses. A agressão foi creditada a terroristas.

As Colinas de Golan pertencem a Síria, mas, estão sob o domínio militar de Israel desde a Guerra dos ¨Dias.

A Guerra dos ¨dias, teve início no dia 5 de junho de1967, quando Israel através de um ataque relâmpago, anexou o território de Golan da Síria, alegando ser estratégico para a segurança do país. Nesse conflito, ainda, Israel anexou a Península do Sinai e a Faixa de Gaza, que estavam sob o domínio do Egito e, a região da Cisjordânia que estava sob o domínio da Jordânia, tudo em 6 dias.

ONU diz que nenhum lado do conflito protege civis sírios

O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) diz que nenhum lado da guerra civil na Síria está fazendo o suficiente para proteger os civis.

Numa atualização de dados do confronto divulgada feita nesta segunda-feira, o conselho, sediado em Genebra, disse que cerca de 2,5 milhões de sírios estão desalojados internamente e outro 1 milhão deixaram o país.

O conselho diz que "o fracasso em resolver este conflito, cada vez mais violento, vai condenar a Síria, a região e os milhões de civis pegos no fogo cruzado a um futuro inimaginavelmente sombrio".

Segundo a organização, forças do governo têm atacado civis que fazem fila para comprar pão e em funerais, enquanto forças contrárias ao governo continuam a usar locais protegidos, como mesquitas, como bases ou locais para estocar armas.

O conselho afirma que os dois lados têm mostrado "respeito insuficientes com a proteção da população civil". Os dados do novo relatório cobrem o período de 15 de janeiro e 3 de março de 2013. As informações são da Associated Press.

Papel de Assad em debate

Nos dois anos da crise na Síria, a divisão entre as grandes potências nunca foi tão grande - a começar pelo papel que o ditador Bashar Assad pode desempenhar em uma eventual transição política.

Após meses de hesitação, o governo de Barack Obama juntou-se a europeus, árabes, turcos e à oposição síria na defesa da saída incondicional de Assad do poder. A queda do ditador, assim, seria precondição para qualquer tipo de diálogo.

Mas a Rússia - aliada estratégica da Síria e do clã Assad desde a Guerra Fria - rejeita totalmente essa posição de princípio. Questionado sobre se Moscou poderia apoiar a saída do ditador sírio, o ministro das Relações Exteriores do Kremlin, Sergei Lavrov, voltou a condenar a "intromissão nos assuntos sírios". "Não vamos de jeito nenhum (pedir a saída de Assad). Todos sabem que nós não participamos desse jogo de mudança de regimes. Somos contra a interferência em assuntos domésticos", afirmou.

22/05/2014

China e Rússia vetam resolução para tribunal internacional abordar a Síria

É a quarta vez que os países bloqueiam resoluções do Ocidente.

China e Rússia vetaram nesta quinta-feira (22) um rascunho de resolução do Conselho de Segurança da ONU para apresentar ante o Tribunal Penal Internacional (CPI) o caso da Síria por crimes de guerra cometidos pelas duas partes em conflito.

A proposta, apresentada pela França e apoiada por dezenas de países, recebeu treze votos a favor e dois contra, da Rússia e China, que têm direito de voto no Conselho.

"Uma oportunidade crucial para conseguir justiça foi desperdiçada. Mais uma vez, Rússia e China abandonaram o povo sírio para salvar as alianças políticas", criticou a organização pelos direitos humanos Anistia Internacional.

Fontes Compiladas. Estadão - G1 - Globo - Notícias R7, BBC de Londres e Wikipedia