Ilhas

1. Islândia

2. Ilhas Britânicas

3. Ilhas Baleares

4. Córsega

5. Sicília

6. Sardenha

Penínsulas Européias

I. Escandinávia

II. Jutlândia

III. Ibérica

IV. Itália

V. Balcânica

VI. Crimeia


Relevo Europeu

norte – Maciços cristalinos antigos..Geologicamente estável: Montes Urais, Alpes Escandinavos, Planalto Central Russo, maciço xistoso – Renano (Ale) e Central – Francês.

centro – Planícies: Parisienses, Germano, Polonesa, Russa.

sul – Dobramentos modernos: formações geológicas recentes. Geologicamente instável:

Pirineus, Alpes, Apeninos, Alpes Dináricos, Balcãs, Cárpatos, Cáucaso.


A - Pirineus

B - Alpes

C - Apeninos

D - Alpes Dináricos

E - Bálcãs

F - Cárpatos

G - Cáucaso

A - Pirineus

B - Alpes

C - Apeninos

D - Alpes Dináricos

E - Bálcãs

F - Cárpatos

G - Cáucaso

Clima

fatores determinantes:

  1. Latitude –––––– Zona Temperada Norte
  2. Disposição do Relevo: montanhas, ao sul, terras baixas, ao centro, planaltos, ao norte.
  3. Influência Oceânica: Corrente quente do Golfo (Gulf Stream) na porção ocidental

• Principais tipos climáticos

  1. Extremo Norte: polar, frio extremo.
  2. Oeste: temperado oceânico (úmido), com verões
  3. brandos.
  4. Leste: temperado continental (semi-seco), grande
  5. amplitude térmica.
  6. Sul: mediterrâneo com verões secos e rigorosos
  7. (quentes) e invernos úmidos e brandos.


Vegetação

– Cobertura vegetal original praticamente toda comprometida:

  1. Tundra (N),
  2. Coníferas (C-N),
  3. Estepes (C-E),
  4. Floresta Caducifólia (O),
  5. Maquis e Garrigue (S)


Hidrografia

– Numerosos lagos de origem glacial, como os lagos Ladoga e Onega.

– Vales fluviais constituem importantes eixos urbanos e industriais onde se destacam os rios

Tejo, Douro, Loire, Sena, Reno, Elba, Tâmisa, Pó, Danúbio, Vístula, Dnieper, Don e Volga.


• População mal distribuída

Maiores concentrações populacionais na porção centro-ocidental, desde o sul da Inglaterra até o vale do Pó, no norte da Itália.

– Grande diversidade étnica /linguística e religiosa.

– Elevado padrão de vida.

– População composta por adultos e velhos.

– Elevada urbanização com destaque para as

cidades: Londres, Paris, Roma, Moscou, Berlim, Kiev.

– Convergência de migrações, elevado índice de desemprego e crescente, xenofobia.


Economia

Agricultura

Altamente desenvolvida, utiliza intensa mecanização,grande quantidade de insumos (fertilizantes,

herbicidas, irrigação, biotecnologia) e apre senta eleva da produtividade.

Destacam-se dois tipos de produção:

– nas planícies de noroeste, cultura de cereais, onde se destacam trigo, centeio, cevada, aveia, beterraba;

– no sul, junto ao litoral mediterrâneo, culturas como oliveiras, videiras e frutas cítricas.

Mineração

A Europa é rica em recursos minerais como:

– Ferro: na Alsácia-Lorena (França), Lapônia (Suécia) e Krivoi-Rog (Ucrânia), Vale do Ruhr

(Alemanha).

– Carvão mineral: no Reino Unido (bacias de Yorkshire, Lancashire e Cardiff), Vale do Ruhr

(Alemanha), Donbass (Ucrânia) e na Silésia (Polônia).

– Petróleo: produzido no Mar do Nor te (Reino Unido e Noruega) e Mar Cáspio (Rússia e Azerbaijão).

Os países mediterrâneos e da porção centro-ocidental, como a França, entretanto, importam-no do Oriente Médio em grande quantidade.

. Indústria

Com a Revolução Industrial, a Europa tornou-se o berço da industrialização mundial. Em termos geo gráficos, essas indústrias localizam-se, principal mente, junto aos vales de rios. Alguns exemplos famosos:

– Vale do Rio Tâmisa, em Londres, Inglaterra, o primeiro vale industrial do mundo.

– Vale do Rio Sena, França. Concentra a industrialização francesa e serve de escoadouro para a

produção de exportação pelo porto de Havre.

– Vale do Rio Pó, ao norte da Itália. Atravessa Turim e passa próximo a Milão, Brescia, Verona e Veneza,

cidades industriais importantes.

– Vale do Rio Reno, na Alemanha, onde estão as principais cidades industriais desse país, como

Düsseldorf, Stuttgart etc. A Alemanha possui, atualmente, o terceiro maior parque industrial do globo.

Plano Marshall

FOLHA DE SP - 14/05/2017

Entre 1948 e 1951, os EUA despenderam pouco mais de US$ 13 bilhões para ajudar na reconstrução de 16 países europeus, com população, à época, de 290 milhões.

O gasto do programa de recuperação da Europa, também conhecido por Plano Marshall, corresponderia a preços de hoje a cerca de US$ 100 bilhões, ou R$ 315 bilhões ao câmbio de R$ 3,15 por dólar.

Por aqui, entre 2008 e 2014, o Tesouro emprestou ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a taxas muito reduzidas e em condições extremamente favoráveis, R$ 400 bilhões. Ou seja, uma quantia de dinheiro 25% maior e que atingiu uma população 31% menor do que aquela beneficiada pelo Plano Marshall.

Evidentemente, os subsídios saíram caro para o Tesouro. Segundo cálculos de meu colega do Ibre Manoel Pires, o custo total dos subsídios foi, somente em 2015, de R$ 57 bilhões, algo próximo ao custo anual de dois programas Bolsa Família.

Também há evidência de que o crédito subsidiado dificulta a política monetária, aumentando o juro necessário para estabilizar a inflação. Segundo trabalho recente de Monica de Bolle (goo.gl/VTEunr), cada 1 ponto percentual do PIB de crédito subsidiado eleva os juros em 0,5 ponto percentual.

Esse resultado é mais sujeito a crítica. A razão são as dificuldades naturais de inferência de causalidade com dados macroeconômicos. De qualquer forma, outros estudos têm obtido resultado equivalente.

É praticamente consensual entre diversos analistas -suportando, portanto, a evidência de Mônica- que a taxa de juro neutra brasileira, aquela que estabiliza a inflação, reduziu-se recentemente por volta de um ponto percentual, em razão da mudança de política do BNDES.

Aqui temos que desfazer nosso Plano Marshall para arrumar a casa de uma economia devastada por esta e outras iniciativas da ruinosa nova matriz econômica. Na Europa, o verdadeiro Plano Marshall estabeleceu as bases do formidável crescimento do pós-guerra.

Exercícios


1) Identifique os países abaixo

1 – Bélgica 2 – Holanda 3 – Luxemburgo

4 – Alemanha 5 – França 6 – Itália

7 – Reino Unido 8 – Eire 9 – Dinamarca

10 – Grécia 11 – Portugal 12 – Espanha

13 – Suécia 14 – Finlândia 15 – Áustria

A – Lituânia

B – Letônia

C – Estônia

D – Ucrânia

E – Bielorrússia

F – Moldávia

G – Rep. Tcheca

H – Eslováquia (G e H ex-Tchecoslováquia)

I – Eslovênia

J – Croácia

K – Bósnia Herzegovina

L – Sérvia

M – Macedônia

N – Montenegro

O – Kosovo

ex-Federação Iugoslava


02 - (FUVEST-2016) – Se não conseguirmos uma distribuição justa dos

refugiados, muitos vão questionar Schengen e isso é algo que não

queremos. [Declaração da chanceler alemã, Angela Merkel].

(O Estado de S. Paulo, 1 set. 2015.).

Considerando o contexto da União Europeia (UE), as informações acima

e as respectivas datas de publicação, responda:

a) O que é o Espaço Schengen?

b) O que é a Zona do Euro? Cite um país da UE que não faz parte dessa

Zona.

c) Explique qual foi o posicionamento da UE e o papel da Alemanha

frente à intensificação desse fluxo migratório.

RESOLUÇÃO:

a) Trata-se de um espaço, constituído por diversos países

europeus, onde os cidadãos têm direito à livre circulação. Não

há necessidade da utilização de passaporte entre os países

signatários, cuja maioria se encontra dentro da União Europeia.

Há países do “Espaço Schengen” que não participam da União

Europeia.

b) A “Zona do Euro” é o conjunto de países que utilizam a moeda

comum, o euro, prescindindo da necessidade de câmbio. Não

fazem parte da “Zona do Euro” alguns países importantes da

União Europeia, como Reino Unido, Dinamarca e Suécia.

c) A União Europeia (U.E.) se coloca favorável ao recebimento dos

refugiados, tentando estabelecer uma política para absorção

desses numerosos grupos. A Alemanha aparece como o

principal destino almejado pelos refugiados por se constituir no

país mais rico e onde há melhores perspectivas de

oportunidades.

03 - 7. (UNESP-2016) –O entendimento dos processos sociais envolvidos

nos fluxos de pessoas entre países, regiões e continentes passa pelo

reconhecimento de que sob a rubrica migração internacional estão

envolvidos fenômenos distintos, com grupos sociais e implicações

diversas. A migração interna cional, no contexto da globalização, é

inevitável e deve ser entendida como parte das estratégias de

sobrevivência, de impulso para alcançar novos horizontes, e a globalização, nesse contexto, age como fator de estímulo.

(Neide L. Patarra. “Migrações internacionais: teorias, políticas e movimentos sociais”. Estudos Avançados, 2006. Adaptado.)

Explique por que a globalização é um estímulo à migração internacional.Cite dois aspectos ou “fenômenos dis tintos” motivadores das migrações

RESOLUÇÃO:

Vários aspectos inerentes à globalização estimulam os movimentos migratórios. A globalização incrementou, por exemplo, a melhoria dos meios de transporte, comunicações e informação, facilitando o deslocamento entre as diversas regiões. A globalização intensificou o diferencial econômico entre nações ricas e pobres (por meio da concentração de renda em favor dos ricos).

Considera-se também que a globalização teve início com o término da Guerra Fria, o que

levou ao fim de muitas barreiras que impediam a circulação entre os países capitalistas e os antigos países socialistas.

Assim, chega-se aos aspectos motivadores das migrações, como, por exemplo, (I) a pobreza extrema de algumas regiões do mundo, com baixas perspectivas de oportunidades, as quais levam

trabalhadores a buscar outros locais onde possam exercer atividades e (II) conflitos étnicos e religiosos, inviabilizando a vivência nas regiões conflituosas, elementos que englobam a busca

pela melhoria da qualidade de vida. Grupos também podem deslocar-se (III) em função de trabalho técnico-científico, a chamada “migração de cérebros”, que leva cientistas para trabalhar em

universidades de países emergentes, ou a possibilidade de pesquisa científica em nações mais desenvolvidas, realizada por cientistas de países pobres.

04 - Um dos assuntos mais comentados do mundo atual está representado na charge abaixo:

(figura)

a) A que se refere a charge?

b) Apresente duas consequências dessa atitude.

RESOLUÇÃO:

a) Trata-se da “Brexit”, a saída do Reino Unido da União Europeia,

decidida num plebiscito realizado em 23 de junho de 2016.

b) A União Europeia perde uma das suas mais importanteseconomias e cria-se o precedente para outros países insatisfeitos de proceder da mesma maneira; o Reino Unido terá de romper os contratos realizados via União e buscar novas negociações comerciais com os demais países. Isso pode implicar perdas eco nômicas para o país. Ele poderá, entretanto,ver-se livre das obrigações impostas pela União Europeia, o que pode trazer-lhe novas expectativas de negócios.

(Gráfico)

05 - Analisando os gráficos, verifica-se que, além dos EUA, alguns países europeus são simultaneamente grandes exportadores e grandes importadores de produtos agrícolas.

Apresente, em relação aos países europeus, duas justificativas para cada

uma dessas condições comerciais.

RESOLUÇÃO:

Duas das justificativas para a condição de exportadores:

• A agressiva política de subsídios agrícolas favorece a formação de excedentes exportados para outras nações.

• A agropecuária em padrão industrial, com alta tecnologia e

produtividade, resulta em grande volume de produção.

• A PAC (Política Agrícola Comunitária) da União Europeia estabelece muitas limitações à entrada de alimentos extracomunitários.

Duas das justificativas para a condição de importadores:

• Um grande mercado consumidor faz com que a produção

nacional não atenda à toda a demanda da população.

• A PAC (Política Agrícola Comunitária) da União Europeia

favorece as importações agropecuárias entre os países do bloco.

• A localização na zona temperada limita a variedade de produtos

cultiváveis, levando à importação de alimentos de áreas

tropicais.

• O tamanho relativamente reduzido do território que pode ser

utilizado para a agropecuária limita o espaço destinado à

pecuária de grande porte, notadamente de bovinos para corte,

resultando na necessidade de importações, tanto de carne

quanto de gêneros para ração animal.

Aula 15

01. Discorra sobre o MCE e UE, caracterizando a evolução do Bloco até 2016.

RESOLUÇÃO:

O Mercado Comum Europeu, ou Comunidade Econômica Europeia, procura padronizar os interesses econômicos de seus membros, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Alemanha, França, Itália,

Eire, Reino Unido, Dinamarca, Grécia, Portugal, Espanha, Suécia, Finlândia, Áustria. A partir de 1.º de janeiro de 1993, passou a se chamar UE – União Europeia.

Até 2004 foram admitidos: Chipre, República Tcheca, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Malta, Polônia, Eslováquia e Eslovênia. 2007 – Bulgária e Romênia. 2013 – Croácia. 2016 – BREXIT (ainda em conclusão).

BREXIT

Em junho de 2016, a população britânica foi consultada sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia. Tal consulta não foi vinculante, ou seja, o Poder Executivo poderia não acatar o

resultado. O maior percentual etário que votou pelo Brexit foram os adultos e idosos.

Exercícios

. 02 - (FUVEST-2017) – As origens da oposição dos britânicos à União Europeia (UE), que estão na justificativa do Brexit, remontam ao fato de que, historicamente, eles nunca abraçaram uma identidade europeia.

O Brexit representa um duro golpe ao projeto de integração europeu cujas origens datam do pós Segunda Guerra Mundial.

BBC Brasil, junho de 2016. Adaptado

a) Aponte e explique o contexto geopolítico relacionado à origem do projeto de integração europeia.

RESOLUÇÃO:

a) O projeto de integração europeia contemporâneo tem sua origem nos esforços para a reconstrução do continente após a Segunda Guerra Mundial. Naquele contexto, a disputa pela hegemonia geopolítica sobre o continente norteava os esforços político-econômicos dos Estados Unidos e da União Soviética, envolvidos na Guerra Fria.

A Europa não ficaria alheia a este conflito, muito pelo contrário, o continente europeu se constitui ria – ao longo das décadas que se seguiram ao conflito mundial – no principal palco deste confronto.

De um lado, os Estados Unidos tinham interesse em manter o controle sobre a porção ocidental do continente. Em 1948, a assinatura do Tratado de Bruxelas deu origem à Aliança Atlântica,

e assegurou a permanência de expressivo corpo militar norte-americano no continente, em várias bases militares.

Naquele mesmo ano, os Estados Unidos – por meio do Plano Marshall –,deram início a um processo de transferência de recursos materiais e técnicos para seus aliados ocidentais europeus, constituindo

elemento essencial para a reconstrução de suas economias.

Do lado oriental, a União Soviética, por meio do CAME – Conselho de Assistência Econômica Mútua, de 1947, e do Pacto de Varsóvia, de 1955 –, sob a justificativa de auxiliar seus aliados pós-Segunda

Guerra, também estendiam seus domínios sobre o continente.

No caso dos países da Europa Ocidental, a ajuda financeira e econômica e a proteção militar dos Estados Unidos eram imprescindíveis, no entanto, este aporte – sobretudo material – teria um preço, qual seja, a subordinação cada vez maior aos interesses de Washington.

Visando impedir a dominação dos Estados Unidos – sem prescindir de seu auxílio material –, os países europeus optaram por um processo de integração para salvaguardar seus interesses.

Em 1951, fora firmado o Tratado de Paris, que criara a CECA – Comunidade Europeia do Carvão e do Aço – entre os países que integram o BENELUX, a França, a Itália e a então Alemanha Ocidental.

Com essa iniciativa, produtos siderúrgicos – carvão, ferro e aço – circulariam entre os países membros com uma privilegiada carga tributária, o que otimizou as trocas intraeuropeias em detrimento da hegemonia comercial estadunidense.

O êxito dessa iniciativa levou os países europeus ocidentais a outras, mais arrojadas e mais amplas, com vistas à integração, destacando-se o Tratado de Roma, de 1957 – que criou o Mercado Comum Europeu –, o Tratado de Maastricht, de 1991 – que estabeleceu a União Europeia – e o Tratado de Amsterdã, de 1998, que estabeleceu a moeda única – o euro.

b) Aponte um motivo de ordem econômica e outro de ordem social relacionados ao interesse dos britânicos na saída da UE.

b) A saída do Reino Unido da União Europeia tem como determinante econômico a falta de um acordo satisfatório aos interesses de Londres, acerca do auxílio às economias falidas do bloco,

sobretudo os PIIGS – Portugal, Irlanda (Eire), Itália, Grécia e Espanha.

Acreditava-se que as economias mais robustas do continente, entre as quais se insere o Reino Unido, seriam oneradas com o custo da crise em países considerados pouco responsáveis quanto aos gastos públicos e à transparência na gestão de suas economias.

A motivação de ordem social pode ser atribuída ao fato de o Reino Unido não concordar com a obrigação de assimilar imigrantes que afluem para a Europa, principalmente da África e do Oriente Médio – especificamente da Síria. Londres deseja ter autonomia em relação à questão da imigração

e a política da União Europeia é considerada extremamente permissiva

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