De acordo com O Instituto Liberal, a partir de 1951, o Brasil contava com sucessivos déficits na conta corrente e, desde 1949, as contas públicas fechavam no negativo, sendo financiadas com emissão monetária, gerando uma inflação que alcançou a casa dos 100% ao ano no primeiro trimestre de 1964. O cenário de caos econômico, somado à instabilidade política que se arrastava por anos, é tradicionalmente apontado como uma das principais causas que levariam os militares a assumirem o poder naquele ano.

Os militares, assim que assumiram, criaram o Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG).

Batizado como Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG), ele foi elaborado pelos economistas Roberto Campos, que assumiu o Ministério do Planejamento, e Otávio Gouveia de Bulhões, que ficou responsável pela Fazenda. Sua principal inovação foi a introdução da correção monetária, mecanismo que passou a reajustar contratos, títulos públicos e dívidas tributárias com base na inflação passada.

Eleito Presidente da República pelo Congresso Nacional em 11 de abril de 1964, o general Humberto Castelo Branco, representante da ala moderada do exército conhecida como “grupo Sorbonne”, estabeleceria uma equipe econômica com características liberais, comandada por Otávio Gouveia de Bulhões no Ministério da Fazenda e por Roberto Campos no Ministério do Planejamento. A pauta da dupla era estabilização e reforma: o Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG) visava controlar a inflação e corrigir os déficits em conta corrente e das contas públicas, enquanto mudanças importantíssimas para a modernização da economia brasileira eram realizadas, tais como a racionalização do sistema tributário nacional, inovações no sistema da dívida pública e a criação do Sistema Financeiro Nacional.

A novidade permitiu que o governo começasse a cobrir seus gastos vendendo papéis financeiros no mercado, coisa que era impossível anteriormente porque os investidores temiam que a inflação corroesse seus ganhos se emprestassem dinheiro ao Tesouro.

Principais objetivos:

  1. Combater a inflação (que, em 1964, era muito alta);
  2. Aumentar os investimentos estatais (principalmente em infraestrutura);
  3. Reformar o Sistema Financeiro Nacional;
  4. Diminuir as desigualdades regionais (Norte-Sul);
  5. Atrair investimentos externos.

Combate a inflação

A inflação tem origem na expansão monetária, com demanda acentuada e/ou por custo de produção.Assim, o governo Castelo Branco, deu início ao combate a inflação, reduzindo a base monetária e gastos, consequentemente reprimindo a demanda.

Para conter os salários, o PAEG introduziu uma fórmula que previa a reposição da inflação passada e a incorporação de parte da inflação projetada para o futuro. Invenção do economista Mário Henrique Simonsen, a fórmula impôs perdas aos trabalhadores, porque os cálculos do governo sempre subestimavam as projeções de inflação. Mas o arrocho aliviou os custos das empresas e ajudou a segurar os preços, contribuindo para a retomada do crescimento nos anos seguintes.

A adoção de uma medida tão impopular só foi possível por causa do controle rígido exercido pelos militares sobre os sindicatos. O CGT foi posto na ilegalidade e vários líderes trabalhistas do tempo de Jango foram presos logo após o golpe. Nos dois primeiros anos do governo Castello Branco, os militares intervieram em 810 sindicatos, substituindo seus dirigentes por lideranças que oferecessem menor risco de contestação.

Fonte: Folha de São Paulo

2º Fase: Investimentos

Para chefiar o Ministério da Fazenda, Costa e Silva recrutou um jovem economista de São Paulo, Antonio Delfim Netto.

Ninguém mandou tanto na economia como ele. Além de manter os salários amarrados pela fórmula criada por Simonsen, o governo passou a controlar os preços dos principais produtos, que só podiam subir com autorização de um conselho formado por quatro ministérios. A taxa de câmbio usada nas transações com o exterior era determinada por Brasília, que também controlava as principais fontes de crédito, de curto e longo prazo.

Fonte:Folha de São Paulo

Em 1967, a economia dava sinais de recessão devido ao aperto monetário reprimindo a demanda, é quando Delfim Netto, então encarregado pela economia do país, passou a investir nas empresas estatais, nas áreas de siderurgia, petroquímica, geração de energia, entre outras.

As medidas surtiram efeito, e os investimentos nas estatais renderam muitos frutos e lucros. O processo de industrialização finalmente havia chegado ao Brasil, gerando milhões de empregos e o processo tão esperado da urbanização.

As Reformas

O Sistema Financeiro Nacional foi institucionalizado e implementado (1964/68) na economia brasileira, durante os governos do presidente Marechal Castelo Branco e, do Marechal Arthur da Costa e Silva, seguindo uma orientação que privilegiou a especialização de suas instituições e mercados segundo áreas de captação e aplicação dos recursos mobilizados.

Quanto à Reforma do Sistema Financeiro, foram criados o Banco Central (o “banco dos bancos”, responsável pela emissão de papel moeda e pelo controle das operações de comércio exterior do país) e o Banco Nacional de Habitação (BNH), este último tinha por objetivo atender ao problema de moradia do país.

Neste contexto são exemplos:

    as Financeiras atuando com exclusividade na captação de recursos, pela colocação de Letras de Câmbio, e aplicando esses fundos no financiamento do consumo em operações de Crédito Direto ao Consumidor (CDC);

    as Sociedades de Crédito Imobiliário (SC), captando em conta de poupança (cadernetas) e pela colocação de Letras Imobiliárias, aplicando esses recursos nos programas habitacionais.

    os bancos de Investimento, colocando CDBs e RDBs e aplicando o dinheiro arrecadado no financiamento do capital de giro e fixo das empresas

    as sociedades Corretoras, instituições auxiliares, atuando com exclusividade nas Bolsas de Valores etc.

Fonte: CNBV – COMISSÃO NACIONAL DE BOLSAS DE VALORES E BOVESPA.

No dia 15 de março de 1967, o Congresso Nacional referenda a indicação à presidência do marechal Artur da Costa e Silva pelas Forças Armadas, apresentando uma mudança expressiva no jogo do poder. Representante da chamada “linha-dura” que se opunha ao grupo da Escola Superior de Guerra encabeçado por Castelo Branco, Costa e Silva estabelece uma equipe desenvolvimentista, com Antônio Delfim Netto à frente da Fazenda e Hélio Beltrão, depois sucedido por João Paulo Reis Veloso, à frente do Planejamento. O grupo, que comandaria a política econômica do governo até o final do mandato de Médici em 1974, seria responsável pelo chamado “milagre econômico”.

Fonte: Instituto Liberal

Índice Bovespa, criado em 1968

O Índice Bovespa é o mais importante indicador do desempenho médio das cotações do mercado de ações brasileiro. Sua relevância advém do fato do Ibovespa retratar o comportamento dos principais papéis negociados na BOVESPA e também de sua tradição, pois o índice manteve a integridade de sua série histórica e não sofreu modificações metodológicas desde sua implementação em 1968.

Fonte: Bovespa

Em 1969, quando Emílio Garrastazu Médici assumiu a presidência, o “Milagre Econômico” acontecia, como melhor período da economia brasileira, colocando o Brasil com maior crescimento percentual do PIB mundial, juntamente com os Tigres asiáticos.

Alguns fatos marcantes do período até 1985

    O Brasil saia da 45ª economia mundial, para a 10ª

    O país se torna a 2ª maior potencial naval (construção).

    Chega a 6ª potência siderúrgica

    Mais de 270 empresas estatais foram criadas

    Implantado o Grande Projeto Carajás

    Foram construídas as maiores usinas hidrelétricas do país e do mundo - Itaipu,Tucuruí, Jupiá, Ilha Solteira

    Criado o Proálcool em plena crise do petróleo

    Foi descoberto petróleo na Plataforma Continental,em destaque RJ

    Dezenas de estradas de rodagem

    Estradas de ferro - Destaque para a Ferrovia dos Carajás com 890 km

    Ponte Rio-Niterói

    Desenvolvimento e aparelhamento de grandes portos - Tubarão (ES), Itaqui - Ponta da Madeira (Ma)

    Aeroportos

    Foram criadas 16 Universidades;no período

    Fechou uma parceria com os Estados Unidos e criou o Mobral, um programa que tinha como objetivo diminuir o analfabetismo no país

    Pólos Petroquímicos em São Paulo (Cubatão) e na Bahia (Camaçari)

    Construção dos maiores estádios, ginásios, conjuntos aquáticos e complexos desportivos em diversas cidades e universidades do país.

    Implementação do Metrô em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza.

    Criação da INFRAERO, proporcionando a criação e modernização dos aeroportos brasileiros.

    Criação do FGTS, PIS, PASEP.

    Criação da Eletrobras;

    Criação da Nucleobras e subsidiária; Criação da Embratel e Telebras;

    Usina Angra I e Angra II;

    Indústria aeronáutica, naval, bélica e automotiva.

    Fomento e financiamento de pesquisa: CNPq, FINEP e CAPES;

    Cursos de mestrado e doutorado;

    INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM;

    FUNRURAl.

    Criação da EMBRAPA

    SNI;

    Polícia Federal;

    Código Tributário Nacional;

    Código de Mineração;

    Zona Franca de Manaus;

    IBDF Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal;

    Conselho Nacional de Poluição Ambiental.

    SUDAM, SUDENE, SUDESUL

    POLOCENTRO

    Projeto RONDON

    E outros mais

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